O delírio e o desespero de um canalha.

Acabo de ouvir e gravar o programa do Traste e do seu rato de esgoto amestrado. Sem palavras. Lamentável. Indecente. É o mínimo que posso dizer da montagem e da fantasiosa versão apresentada pela dupla de farsantes.

 
Mais uma vez o ex-prefeito demonstra o nível a que é capaz de chegar para tentar incutir uma mentira na população e, de quebra, me incriminar.  Os fatos, datas e épocas,  foram totalmente invertidos. De forma proposital, tendenciosa e criminosa, é claro. Explico.

 
Minha conversa com o ex-prefeito se deu, na verdade,  menos de 60 dias depois dos assassinatos dos professores. Isso aconteceu, salvo engano, em outubro ou novembro de 2009, logo após os crimes, quando o clima na cidade era de incertezas, especulações  e acusações diversas. Conforme ele mesmo garantiu aos ouvintes, portanto, há mais de 2 anos atrás.

As “acusações” contra Abade

 
Acontece que, pus-me, de fato,  como todos os leitores sabem, a investigar os crimes, sendo informado, por alguns partidários do vice-prefeito Miguel Ballejo   – eu não presenciei nada, exceto o episódio no show de Victor e Leo,  e que foi desvirtuado totalmente pelo ex-prefeito, uma vez que Abade não mandou bater em ninguém – que o prefeito Abade estaria envolvido numa série de crimes de mando político.

 
Conforme expliquei aos leitores ontem aqui no Blog, a riqueza de detalhes era tanta, que realmente cheguei a acreditar inicialmente que as informações contra o prefeito seriam verdadeiras. Tanto que remeti cópia de tais acusações ao promotor Dioneles – com quem na época não estava conversando – e entreguei outras cópias, pessoalmente, com o mesmo teor, ao juiz Roberto Costa de Freitas Júnior e ao delegado da PF Fernando Peres, e que, estando de mudança para Salvador, me recomendou que procurasse e entregasse as informações ao novo delegado da PF, Dr. Renovatto, o que de fato fiz, passando praticamente uma hora conversando com o mesmo sobre o assunto, sendo por ele informado que a PF não poderia entrar no caso, por se tratar de crimes comuns e de alçada da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual.

 
A premiação do carro

 
Cheguei a oferecer, à época, um Fiat zero Km para quem pudesse me fornecer informações detalhadas e cabais sobre o caso, fosse quem fosse o culpado, conforme publiquei e ofereci aqui no Blog. Lembram?

 
Pois é. Só que, depois de muito andar, confrontar informações  e investigar o caso, cheguei à conclusão que a maioria das acusações contra o prefeito e Edésio – sobretudo as mortes dos professores – eram motivadas por uma intensa disputa pelo poder. Tanto isso é verdade que um ex-secretário de Abade, ligado a Miguel, chegou a procurar o ex-presidente da Câmara, Carlito Martins, fazendo-lhe propostas no sentido de cassar o mandato do atual gestor.

 
Esquecidinho

 
O que o ex-prefeito esqueceu de relatar em sua “bomba” – tem mais é que rir de um  idiota e mentiroso   destes – é que ele, logo após as mortes dos professores, garantiu-me, pessoalmente,  que, mesmo que não fosse o prefeito e Edésio os culpados, ele iria “colocar os crimes na conta deles pela vida toda”.  Isso ele me disse de forma bem clara e está até testemunhado em juízo por mim. Aliás, isso ele não falou somente a mim, mas a muitas pessoas, tal o cinismo e descaramento com que lida com a vida dos outros.

 
A verdade

 
Só que o leitor atento haverá de lembrar que as mortes de Álvaro e Elisney ocorreram em setembro de 2009 e as investigações policiais foram relatadas somente alguns meses depois, sendo que a audiência na qual testemunhei os fatos por mim investigados se deu, salvo engano, quase um ano depois das acusações iniciais formuladas pelo MP, e que resultaram na prisão dos quatro acusados.

 
Foi neste período, ou seja, entre as mortes, o indiciamento, a prisão dos acusados e as audiências que o jornal chegou à conclusão que as acusações eram absolutamente fantasiosas. O que não me faltam são diversos  testemunhos, e-mails, depoimentos e gravações de vídeo onde várias pessoas envolvidas na trama desmentem seus depoimentos supostamente prestados à polícia.

 

Não foi o jornal que inventou versão nenhuma. São fatos e testemunhos – ao meu ver incontestes – de que vários depoimentos foram forjados no sentido de incriminar Edésio e os PMs. Foi isso que o jornal sempre defendeu e continua a defender.

Tudo às claras

 
Assim sendo, de posse das novas informações e que desmentiam cabalmente as acusações contra os acusados – conforme mostrei parte dos e-mail ontem – eu imediatamente comuniquei ao juiz Roberto Freitas que aquilo cheirava armação contra os acusados. Inclusive, com relação às ‘informações’ que eu havia lhe repassado e que me foram garantidas por partidários do vice Miguel Ballejo, embora, repito, nem ele e nem Jânio Natal – pelo menos ao que eu saiba – teriam tido qualquer participação no episódio das falsas informações. Na verdade, quem articulava a queda de Abade era a raia miúda do governo Jânio Natal e que preferia  Miguel no comando da prefeitura.

 
Tudo isso está devidamente documentado e poderá ser testemunhado pelas autoridades citadas. Não tenho e nem nunca tive absolutamente nada a esconder de ninguém.

 
O meu depoimento em juízo

 
Quando fui interrogado pelo juiz e pelo promotor, o que fiz eu, então? Obviamente relatei que em minhas investigações tinha descoberto mais mentiras do que verdades, e que eu pouco poderia acrescentar para a elucidação do caso, pois, se soubesse algo realmente revelador, já teria estampado na capa do jornal, fosse quem fosse o mandante ou os autores da barbárie.

 
Não falei nada sobre as acusações feitas pelo grupo de Ballejo porque elas nada tinham a ver com os crimes dos professores e, na verdade, eu não havia presenciado os supostos rompantes do prefeito Abade, além do que tinha descoberto – e me convencido -  que estava sendo usado e enganado pelo grupo que queria promover o impeachment do prefeito.

 
Meu depoimento à Justiça foi extremamente lúcido, equilibrado, cristalino e não distorci absolutamente nada. Tanto isso é verdade que o juiz Roberto nem considerou o pedido do promotor – que na época estava uma fera comigo – para que eu fosse processado por falso testemunho.Falso testemunho eu teria dado se tivesse levado a juízo informações falsas e que não correspondiam à realidade. Não foi o que aconteceu.

 
Tudo armação

 
Toda esta montagem e a  gravação criminosa exposta pelo ex-prefeito, mais de 2 anos depois da minha conversa inicial com ele, conforme me garantiu ontem um conhecido deputado da região – que já foi muito amigo do ex-prefeito -  é apenas mais uma tentativa do Traste para tentar me incriminar na Justiça e calar a voz do jornal Topa Tudo, único veículo de comunicação da cidade que há anos vêm denunciando a roubalheira e as mentiras veiculadas diariamente na sua rádio palanque. Além, é evidente, de acabar com o prefeito Abade.

 
O Traste já tentou me corromper e sabe perfeitamente que não compactuo com seus métodos sujos e corruptos de fazer política. Ele me ofereceu foi 200 mil reais para calar o jornal durante o escândalo que atingiu seu governo. Meu único arrependimento – ah, se arrependimento matasse – foi não ter deixado a Polícia Federal prender o rato de esgoto amestrado e Roberta. Nem falo tanto por Roberta, porque apesar dos pesares, sobretudo em consideração à sua família,  a respeito como pessoa e ela nunca me fez mal algum.

 
Mas verdade é, e tem muita gente de prova que falo a verdade, que não deixei a PF prender o tal Gabiru e a Roberta em flagrante. Teve gente, à época, que brigou comigo e que até hoje joga isso na minha cara. Sempre aleguei que eu jamais permitiria que pessoas inocentes – mas nem tanto, é claro  – não deveriam ser presas por atos que elas não cometeram, afinal, estavam me oferecendo e levando propinas a mando do ex-prefeito corrupto. Como eu poderia deixar a PF prender os intermediários e deixar o mandante do suborno livre?

 
E hoje, caro leitor, o que eu recebo destas pessoas é exatamente ao contrário. Fizeram uma montagem criminosa de onde extraíram a apenas a parte que lhes interessava divulgar. O que eu disse sobre o prefeito Abade, no sentido de que tinha a certeza inicial de que ele seria o mandante, eu sempre deixe claro aos leitores e, sobretudo, ao próprio gestor. Por que, então, somente agora, mais de 2 anos depois, tal “revelação” foi feita? Ora, só não percebe que isso se trata de mais uma armação, molecagem  e jogo sujo do Traste quem não quer.

 
Deus no comando de tudo

 
Para encerrar de vez esta verdadeira cachorrada sofrida mais uma vez no dia de hoje – ele já disse que recebi carro de Robério em Eunápolis para 2 dias depois dizer aqui que recebi de Abade, além de várias outras acusações – quero deixar bem claro aos leitores que ratifico e reitero neste momento toda a minha certeza da inocência do prefeito Abade e dos demais acusados. Se houve crime de mando político, com certeza, não foram eles os autores.

 
Quero deixar também bem claro que não me sinto atingido em nada, que o caso certamente irá parar na Justiça e que no final todos saberão que se trata, mais uma vez, de uma grande mentira e maldade do Traste para atacar o prefeito e tentar me desmoralizar publicamente.

 
Minha vontade pessoal, confesso, era dar um remedinho que há anos o ex-prefeito faz por merecer. Cheguei a comprar, ontem,  uma vara de biriba para mostrar a este moleque que todo homem tem o seu limite de paciência. Graças aos pedidos dos amigos e às muitas orações que tenho feito, resolvi, mais uma vez, entregar tudo nas mãos de Deus.

 
Em todos os casos, a biriba continua bem guardada e carinhosamente aparada no tamanho certo para o lombo dele, mas, mesmo assim, ainda prefiro entregar tudo nas mãos de Deus, que tudo sabe, que tudo ouve e que acompanha até os pensamentos de cada um.  Ele haverá de fazer justiça na hora certa e no tamanho exato. Agora, se ele tiver colhões e quiser resolver seus problemas pessoais  comigo de uma vez por todas, na próxima segunda-feira retorno à faculdade, onde poderemos nos encontrar cara a cara diariamente.  Que o prezado leitor me perdoe, mas este verdadeiro pústula humano tem passado dos limites há muito tempo

 
Que ele me aguarde

 
Mas, apesar de tentar e de me esforçar para evitar um problema mais sério, evidentemente não vou recuar um milímetro em minhas convicções pessoais, além do que, na semana que vem, estarei publicando um novo vídeo e uma nova matéria bombástica que, se houver justiça realmente nesta cidade, certamente haverá de levar o ex-gestor muito em breve para cadeia. Tudo filmado, gravado e testemunhado por pessoas idôneas. Ele que prepare seus advogados porque o chumbo que vem pela frente será grosso.

 
Segundo advogados, esta nova denúncia, sim, será tiro e queda,  e o final melancólico de um ex-prefeito corrupto acusado de desviar milhões e milhões de reais dos cofres públicos.

 
Tal qual o apóstolo Paulo, continuarei a combater o bom combate. Canalhas como o Traste, ao invés de me intimidar, só me fazem redobrar as forças e a vigilância.
Até segunda-feira, prezado leitor. Vou pescar uns robalos e esfriar a cabeça, que eu ganho muito mais.

2 thoughts on “O delírio e o desespero de um canalha.

    • Tem razão, prezada leitora. Vontade eu até tenho, mas aos 51 anos, depois de viver mais de 26 anos aqui e estar cursando uma faculdade, para mim fica meio difícil, concorda? Agora, que a cidade se transformou num verdadeiro lixão, no plano político, isso ela se tornou. Outra coisa: parar ou me retirar da batalha agora é tudo que o sem-vergonha deseja. Não vou lhe dar este gostinho nunca, além do que estou esperando a hora de dar o troco à altura. E vai ser uma porrada bem forte, pode esperar. Garanto que nunca mais ele irá se levantar politicamente dentro de Porto Seguro. Quem vai precisar arrumar as malas é ele, e não eu. Aguarde.

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